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sábado, 7 de janeiro de 2012

O último Melhor Ator Coadjuvante Braskem da Bahia em 2008

Após intensa atividade como ator de teatro de 1966 a 1985 e de um fugaz retorno ao palco em 1996, com Hedda Gabler, só em 2008 voltei a trabalhar em cena como tal, no Teatro Vila Velha, a convite de Vinício de Oliveira Oliveira e de A Outra Companhia de Teatro, fazendo Dona Ambrosina Embevecida do Arcanjo e do Amor Perfeito (apaixonada por ópera, sobretudo Carmen, solteirona que perdeu o noivo em desastre pouco antes do casamento, devota de Maria Padilha), contracenando com colegas já conhecidas, como a saudosa Haydil Linhares, também a autora da peça, em seu último trabalho de atriz (contracenamos mais de uma vez, mas a mais memorável foi em 1978 em O Auto da Compadecida), e Chica Carelli (com quem fiz em 1985 o infantil A bela e a fera e a ópera rock Dadadada), além de um belo grupo de jovens atrizes e atores.

Valeu-me o Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante de 2008, do Troféu Braskem de Teatro, na última edição em que essa categoria foi contemplada pela premiação, em 2009, quando, por me encontrar em Paris, pelo Programa Erasmus Mundus, fui representado na cerimônia no Teatro Castro Alves por meu amigo e colega Mário Gadelha, o criador dessa minha personagem na montagem original de Deolindo Checcucci nos anos 1970.

Aqui o programa e fotos de João Meirelles:







quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O teatro baiano fervia em setembro de 1993

Os destaques foram Meran Vargens, Yulo César, Paolo Louvores Ferreira e o saudoso Ed Ribeiro, que realizou o sonho da gente do palco, de viver até morrer em cena (no caso, a Sala do Coro do Teatro Castro Alves, de Salvador, em 1981)... Evelyn Buchegger e Carlos Viana (Maceió) aparecem também em destaque em coluna de data controversa...




Seria esta a coluna de 29 de setembro ou de 3 de novembro?

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Palco: coluna semanal de teatro no jornal diário Bahia Hoje

De julho de 1993 a outubro de 1994, a convite do jornalista Tasso Franco, mantive a coluna semanal de teatro Palco no então novo diário soteropolitano Bahia Hoje, que acabaria não durando muito. Quase 18 anos depois, o conjunto desses textos revela um belo momento das artes do espetáculo em Salvador, com eventos importantes (como o lançamento do Troféu Bahia Aplaude - depois COPENE e BRASKEM, a retomada da Oficina Nacional de Dança Contemporânea, a visita de Eugenio Barba e seminários internacionais de teatro), espetáculos de sucesso com longas temporadas (A Bofetada, Oficina Condensada, Merlim), a reinauguração do Teatro Castro Alves e a abertura de novas salas de espetáculo...

Aqui, nesta primeira postagem, as cinco primeiras colunas, destacando os atores João Gama, Marquinho Rebu, Diogo Lopes Filho, Iami Rebouças e Mário Gusmão.



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Hedda Gabler 1996

Após a dose dupla de 1985 com o teatro repertório do Grupo Tato (o infantil A bela e a fera e a ópera rock adulta Dadadada), eu só voltaria a um trabalho de ator de teatro dez anos depois. Nesse grande intervalo, dediquei-me a estudar e praticar metodologia da pesquisa (de poesia oral, para o romanceiro baiano), a fazer novo mestrado e meu doutorado, em antropologia social e sociologia comparada, na Université René Descartes Paris V en Sorbonne, com Michel Maffesoli, na França (1986/ 1990) e, também, a investir na gestão da área das artes.
Em 1991 e 1992, cuidei de música e artes cênicas na Fundação Cultural do Estado da Bahia. Daí até 1996, tratei da extensão universitária na UFBA. Em 1994, criei o Grupo Interdisciplinar de Pesquisa e Extensão em Contemporaneidade, Imaginário e Teatralidade - GIPE-CIT e, no mesmo processo, coordenei a criação e implantação do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas, das Escolas de Teatro e de Dança da UFBA, que começou a funcionar em 1997 e é, há oito anos, o de melhor avaliação em sua área pela CAPES.

É verdade que, logo após o doutoramento, de volta a Salvador, retomei minhas atividades docentes (inauguradas em 1979, com a disciplina Filosofia da Dança, criada por Rolf Gelewski e continuada, antes de mim, por Romélio Aquino), bem como minhas incipientes experiências de encenador (antes com presépios vivos e espetáculos solos), dirigindo então duas mostras públicas e o espetáculo As aves, de Aristófanes, do VII Curso Livre de Teatro da UFBA, entre 1991 e 1992.

Mas, como ator, amei fazer o Dr. Jorge Tesman, ingênuo pesquisador marido de Hedda Gabler, na programação dos 40 anos da Escola de Teatro de nossa Universidade, embora nosso trabalho tenha sido naturalmente ofuscado pelo belo sucesso de A casa de Eros, superprodução dirigida, no mesmo contexto, por José Possi Neto.

Embora já com 45 anos, fui maquiado para parecer mais velho...