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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Armindo vem de Jacó, Ahmed, Armínio ou Hermann?



 




 

Em 1990, soube por um colega professor da Universidade de Barcelona, na Catalunha, Espanha, que seu prenome Jaume (pronunciado para meus ouvidos brasileiros como Djalma) seria uma variante de Jacó. Ele me explicou que escrito em latim o nome Jacó fora lido como Iaco e, logo, Iago. E isto meio em francês, meio em espanhol, meio em catalão (três meios mesmo, um exagero de possíveis malentendidos): Jacó/ Iago teria sido o patriarca bíblico matriz (paterna) das 12 tribos de Israel (que comprou a primogenitura de seu irmão Esaú, trabalhou 14 anos para se casar com a amada Raquel e sonhou com uma escada de anjos). Segundo Jaume, de Iago teria surgido em espanhol Santiago (Santo Iago), do centro de romarias europeias medievais e contemporâneas, e em inglês James, de onde viriam Jaime e seu Jaume. E, concluímos juntos, também nossos Djalma e Dijalma: Jacó } Iaco } Iago} Santiago } James } Jaime } Jaume } Djalma } Dijalma; e eventuais Jamal.
Também em 1990, por um conhecido magrebino francófono, soube que seu prenome Hamal seria uma variante (ou vice versa, com "agá" mudo ou pronunciado como "erre" ou transformando-se em "jota") de Jamal, Jamel, Jamil, Kamil, Kamel, Kamal, Ahmad, Ahmed, Ahmid, Hamid, Hamed, Hamal e, pensamos juntos, de nossos Jamile, Camila, Camilo e (por que não?) de meu Armindo, recorrente ao menos seis vezes em minha família Martins Bião. Sei da existência de personalidades históricas de nomes romanos Armínio/ Arminius e germânicos Armin/ Irmim/ Hermann e, também, de muitos Arlindos e de outros Armindos, mas desconheço a etimologia precisa de meu prenome...
Dos seis Armindos de minha família, cinco são Bião. O outro é Armindo Valverde Martins, nascido em 1894, tendo escrito seu último testamento em 1947 e falecido pouco depois. Sem filhos, foi casado com sua sobrinha Elisabeth (1912-19.11.1972 ou 1973), que em solteira assinava Martins Bião e, depois, Bião Martins, Armindo deixou de herança o Cine-Teatro Itabuna, um acordeon (harmônica Hohmer) e mais alguns imóveis e objetos, entre os quais eu conservo uma caderneta de notas de capa de couro da Olympiade Berlin 1936, uma coleção de selos alemães que testemunha a hiper-inflação dos anos 1930 e a força da propaganda nazista, um caderno de poemas publicados e dois álbuns de fotografias, de seus cinemas na região do cacau no sul da Bahia (Cines Teatros Itabuna e Ilhéos, Cine Pery, Elite Cinema e Victoria Palace), de sua viagem de navio à Alemanha para as Olimpíadas, além de outras de amigos, familiares, Ilhéus, Itabuna e Feira de Santana.