De julho de 1993 a outubro de 1994, a convite do jornalista Tasso Franco, mantive a coluna semanal de teatro Palco no então novo diário soteropolitano Bahia Hoje, que acabaria não durando muito. Quase 18 anos depois, o conjunto desses textos revela um belo momento das artes do espetáculo em Salvador, com eventos importantes (como o lançamento do Troféu Bahia Aplaude - depois COPENE e BRASKEM, a retomada da Oficina Nacional de Dança Contemporânea, a visita de Eugenio Barba e seminários internacionais de teatro), espetáculos de sucesso com longas temporadas (A Bofetada, Oficina Condensada, Merlim), a reinauguração do Teatro Castro Alves e a abertura de novas salas de espetáculo...
Aqui, nesta primeira postagem, as cinco primeiras colunas, destacando os atores João Gama, Marquinho Rebu, Diogo Lopes Filho, Iami Rebouças e Mário Gusmão.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Hedda Gabler 1996
Após a dose dupla de 1985 com o teatro repertório do Grupo Tato (o infantil A bela e a fera e a ópera rock adulta Dadadada), eu só voltaria a um trabalho de ator de teatro dez anos depois. Nesse grande intervalo, dediquei-me a estudar e praticar metodologia da pesquisa (de poesia oral, para o romanceiro baiano), a fazer novo mestrado e meu doutorado, em antropologia social e sociologia comparada, na Université René Descartes Paris V en Sorbonne, com Michel Maffesoli, na França (1986/ 1990) e, também, a investir na gestão da área das artes.
Em 1991 e 1992, cuidei de música e artes cênicas na Fundação Cultural do Estado da Bahia. Daí até 1996, tratei da extensão universitária na UFBA. Em 1994, criei o Grupo Interdisciplinar de Pesquisa e Extensão em Contemporaneidade, Imaginário e Teatralidade - GIPE-CIT e, no mesmo processo, coordenei a criação e implantação do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas, das Escolas de Teatro e de Dança da UFBA, que começou a funcionar em 1997 e é, há oito anos, o de melhor avaliação em sua área pela CAPES.
É verdade que, logo após o doutoramento, de volta a Salvador, retomei minhas atividades docentes (inauguradas em 1979, com a disciplina Filosofia da Dança, criada por Rolf Gelewski e continuada, antes de mim, por Romélio Aquino), bem como minhas incipientes experiências de encenador (antes com presépios vivos e espetáculos solos), dirigindo então duas mostras públicas e o espetáculo As aves, de Aristófanes, do VII Curso Livre de Teatro da UFBA, entre 1991 e 1992.
Mas, como ator, amei fazer o Dr. Jorge Tesman, ingênuo pesquisador marido de Hedda Gabler, na programação dos 40 anos da Escola de Teatro de nossa Universidade, embora nosso trabalho tenha sido naturalmente ofuscado pelo belo sucesso de A casa de Eros, superprodução dirigida, no mesmo contexto, por José Possi Neto.
Embora já com 45 anos, fui maquiado para parecer mais velho...
Em 1991 e 1992, cuidei de música e artes cênicas na Fundação Cultural do Estado da Bahia. Daí até 1996, tratei da extensão universitária na UFBA. Em 1994, criei o Grupo Interdisciplinar de Pesquisa e Extensão em Contemporaneidade, Imaginário e Teatralidade - GIPE-CIT e, no mesmo processo, coordenei a criação e implantação do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas, das Escolas de Teatro e de Dança da UFBA, que começou a funcionar em 1997 e é, há oito anos, o de melhor avaliação em sua área pela CAPES.
É verdade que, logo após o doutoramento, de volta a Salvador, retomei minhas atividades docentes (inauguradas em 1979, com a disciplina Filosofia da Dança, criada por Rolf Gelewski e continuada, antes de mim, por Romélio Aquino), bem como minhas incipientes experiências de encenador (antes com presépios vivos e espetáculos solos), dirigindo então duas mostras públicas e o espetáculo As aves, de Aristófanes, do VII Curso Livre de Teatro da UFBA, entre 1991 e 1992.
Mas, como ator, amei fazer o Dr. Jorge Tesman, ingênuo pesquisador marido de Hedda Gabler, na programação dos 40 anos da Escola de Teatro de nossa Universidade, embora nosso trabalho tenha sido naturalmente ofuscado pelo belo sucesso de A casa de Eros, superprodução dirigida, no mesmo contexto, por José Possi Neto.
Embora já com 45 anos, fui maquiado para parecer mais velho...
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Mensagem de fim de ano
As fotos são de Mariozinho, Mário Cravo Neto, e o texto é meu, para as Boas Festas de 1973/ 1974, mas a mensagem é atual, indo de saveiro a Porto Seguro, a Cachoeira e Lençóis...
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
O Amaral da Insinuante e outras caras nas telas... de passagem...
Entre 1984 e 1986, o marco foi o Amaral dos comerciais da Insinuante (foram muitos, ao longo do tempo, antes de Amaral se casar com Aninha, terem filhos, passarem juntos São João, Natal, verdadeiro sucesso popular interrompido por minha viagem para doutorado, quando miunha cara virou boneco: a noiva queria arrumara a casa para se casar, mas Amaral dizia "Aninha, assim não dá"; ao que retrucava a noiva, referindo-se à Insinuante "Vai que dá, Amaral")... mas também passei brevemente por outros comercias (inclusive em Sergipe), pela Tenda dos Milagres (filme e mini-série da Rede Globo) e pela novela Rosa Baiana (da Band)...
sábado, 24 de dezembro de 2011
Dadadada a ópera rock
O teatro repertório do Grupo TATO, de Deolindo Checcucci, em 1985, produziu e apresentou o espetáculo infantil A bela e a fera e o adulto Dadadada, uma ópera rock sobre o movimento dadaísta... com boas críticas...
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
A bela e a fera
O Grupo Tato, de Deolindo Checcucci, apresentou, em teatros de Salvador, Bahia, com a mesma equipe, um espetáculo infantil e um adulto, simultaneamente, em 1985. O infantil foi A bela e a fera... e o adulto uma ópera rock...
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Na peça de formatura de Yumara Rodrigues
A grande atriz baiana se formou em Direção Teatral pela UFBA, em 1984, montando duas peças de Luiz Marinho e me convidou para fazer o papel do diabo. Fiz e gostei de fazer, mas a temporada foi bem conturbada, com pouco público e até cancelamento de apresentações por isso. Numa dessas, todo o elenco (mais numeroso que as pessoas na plateia) veio ao palco se justificar e eu passei o maior vexame. Uma senhora disse que tinha ido me ver, por ter gostado de meu João Grilo de seis anos antes e que estava decepcionada. Eu também... Aqui programa, fotos e recortes de jornais...
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